A idéia do blog começou quando fui pego de assalto e, surpreso, me ví obrigado a retribuir um texto maravilho que havia recebido. Até então, tinha em meu pc uma pasta entitulada: TEXTOS QUE GOSTARIA DE TER ESCRITO. A tempos admirava a escrita de alguns amigos e de outros poetas e colunistas, e ía guardando seus textos para contemplá-los e cultivá-los. Quando escrevi o meu primeiro texto oficialmente, enviei a quem de direito cabia e que me incentivou e me perguntou: o que vai fazer com os seus textos agora que deseja não mais parar de escrever?

Aqui então postarei os TEXTOS QUE GOSTEI DE ESCREVER, mas acima de tudo, compartilharei com vocês os textos que ainda guardo como textos que gostaria de ter escrito.

Quando recebi o texto escrito para mim, respondi o seguinte antes de declarar o meu amor a Bell Gama:

Bell, sem dúvida, o melhor presente que já ganhei em toda a minha vida.

Nem sei por onde começar. Tirou meu chão, quebrou minhas pernas… mas, sabiamente, não arrancou minhas palavras. E por tantas e tantas vezes, assim como estou, sentado em frente ao computador, em silêncio e fumando um cigarro (na verdade, vários), tentava escrever. Tinha poucos amigos e alguns colunistas como inspiração. Você, Guilherme e César fazem parte dos poucos. Era a Ailin Aleixo e os Fábios Hernandes que eu conhecia. Digo isso porque quando leio seus textos ou os poemas e prosas do Guilherme, consigo entender o que estão sentindo. Pode ser que não por inteiro, mas conheço vocês. E quando descobri que tudo, na verdade, tratava da natureza humana, passei a me enxergar nos textos. Aí, até os autores que não conheço, hoje são meus “melhores amigos”… reconheço suas palavras.

E porque não tenho texto nenhum escrito? Porque somente hoje consigo escrever? Porque não apagar tudo o que escrevi ao final do último cigarro, pensando mais uma vez que o que havia terminado de escrever era piegas, uma droga e que não chegava aos pés daqueles que haviam me inspirado? Porque hoje o que me inspira não são os seus textos, mas o que eu sinto. Tenho vontade de escrever porque estou feliz, estou com medo, estou inseguro, estou confuso. Enfim, da mesma forma que a natureza humana me fez admirar os textos que leio, descobri hoje que é ela a inspiração dos seus autores. Parece óbvio, mas pra mim não foi. Eu pensava em escrever como vocês sobre minhas inquietudes, minha infância, minhas culpas, meus medos, meus defeitos, minhas conquistas… diante de excelentes textos que expressavam sentimentos que julgava sempre muito superiores aos meus, me condenava. Ter a sorte de apreciar e poder desfrutar de textos que gostaria de ter escrito, a sentença. Minha natureza humana me traia.

E como bom racional que sou, ainda vou mais longe na busca dos meus porquês. Estou feliz, com medo, inseguro, confuso; inspirado. Ciente de que escrevo não como vocês, mas partilhando dos mesmo sentimentos que vocês. Tudo isso porque li um texto maravilhoso escrito por você, para mim, sobre nós. Sobre o que temos de mais preciosos: nossa amizade.

Quem quiser ler a troca de declarações entre este humilde autor e a talentosa Bell Gama, acesse os links abaixo:

http://projetogrifos.wordpress.com/2009/05/26/para-o-meu-melhor-amigo-vinicius-caligares/

http://projetogrifos.wordpress.com/2009/05/27/do-meu-melhor-amigo-para-mim/

Espero que gostem do blog e se deliciem, como eu, com os textos aqui publicados.