“Ou você tem uma estratégia própria, ou então é parte da estratégia de alguém” ALVIN TOFFLER

“… saudades do equilíbrio e da elasticidade do corpo, da força dos cabelos, o jato de urina forte, as ereções firmes, a alegria física da juventude” “… de quando era mais moço e mais narcisista” CAETANO VELOSO

Tenho evoluído muito ultimamente. Mais até do que um dia pude imaginar. Sabe quando você se surpreende consigo mesmo. Pois bem, assim estou. Impermanência. Maldita ou boa. Enfim… estou porque tudo é impermanente.
Até pouco tempo atrás, vivia a estratégia de alguém. Talvez até soubesse que vivia. E o pouco que me alimentava, muito me consumia. A partir do instante em que, ao refletir, desenho minha própria estratégia, as ações me resultam em muito. Muito mais do que imaginara. Muito mais do que planejara. Na verdade, o plano é não deixar de desenhar novos planos. E planos se compartilham. Não se emprestam e nem se vivem os dos outros. Podemos – e é muito bom que se possa mesmo – fazer parte da estratégia de alguém, sem, em momento algum, deixar de ter sua própria estratégia.
E o melhor de tudo é ter consciência disso no ápice da vida, quando temos a elasticidade ainda não perdida. E sempre pensaremos não ser a de antes, mas ainda há como recuperá-la. Lembrar-se que um dia talvez perderemos a alegria física da juventude, mas não a alegria da juventude. É curtir as ereções enquanto ainda são firmes. A dois ou a cinco contra um.